quinta-feira, 6 de agosto de 2009

dados dos apostolos martires



História dos Mártires Cristãos

até a Primeira Perseguição

sob o poder de Nero


No evangelho de Mateus, Cristo, ao ouvir a confissão de Simão Pedro – diante dos demais reconheceu abertamente ser Ele o Filho de Deus – percebeu ali a mão providencial do Pai, e, fazendo um trocadilho com o nome de Pedro, que significa pedra, e consigo próprio, que é a Rocha, afirmou que sobre aquela Rocha edificaria a sua Igreja. Edificá-la-ia com tal força, que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Nestas palavras deve-se observar três coisas: primeiro, que Cristo tinha uma Igreja neste mundo. Segundo, que esta Igreja sofreria intensa oposição, não só por parte do mundo, mas de todas as forças e poderes do inferno. E, terceiro, que esta mesma Igreja, apesar de todo o poder e maldade do diabo, haveria de permanecer. Vemos esta profecia confirmada de maneira maravilhosa. Em toda a trajetória da Igreja, até os dias de hoje, contemplamos claramente o seu cumprimento. A igreja estabelecida por Cristo tem resistido à oposiçãgovernadores e autoridades deste mundo. Apesar de tudo, tem suportado e retido o que é seu! É maravilhoso observar a vitória sobre as tempestades. E, para melhor exposição desse fato, preparei esta história desejando, primeiramente, que as grandiosas obras de Deus em sua Igreja sejam para a glória delcumprimento. A igreja estabelecida por Cristo tem resistido à oposição de reis, governadores e autoridades deste mundo. Apesar de tudo, tem suportadoe; segundo, que a exposição da história da Igreja redunde em maior conhecimento e experiência ao leitor, e edificação da fé cristã.Como não é nosso propósito narrar a história de nosso Salvador,nem antes nem depois de sua crucificação, basta que recordemos aos leitores o desbaratamento dos judeus após sua ressurreição. Ainda que um apóstolo o tenha traído; ainda que outro o tenha negado sob solene juramento; e ainda que outros o tenham abandonado, exceto aquele "discípulo que era conhecido do sumo sacerdote", a história de sua ressurreição redirecionou os corações de todos eles, e, após a descida do Espírito Santo,infundiu-lhes nas mentes uma nova confiança para proclamar o nome de Cristo, confundindo os governadores judeus e assombrando os prosélitos gentios.

ESTÊVÃO


Estêvão foi o primeiro a padecer. Sua morte foi ocasionada pela fidelidade com que pregou o Evangelho aos delatores e assassinos de Cristo. A fúria desses homens elevou-se a tal ponto que arrastaram Estêvão para fora da cidade e o apedrejaram até a morte. Conforme se supõe, o martírio de Estêvão deu-se entre a Páscoa seguinte à da crucificação de nosso Senhor e o primeiro aniversário de sua ascensão, na primavera.Seguiu-se então grande perseguição contra todos os que professavam crer em Cristo como o Messias, ou profeta. Lucas relata que "fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e Samaria, exceto os apóstolos".Cerca de dois mil cristãos, inclusive Nicanor, um dos sete diáconos, foi martirizado durante "a tribulação que sobreveio no tempo de Estêvão”.

TIAGO, O MAIOR


O próximo mártir mencionado por Lucas, em Atos dos Apóstolos, é Tiago,filho de Zebedeu, irmão mais velho de João e parente de nosso Senhor. (Sua mãe, Salomé, era prima de Maria.) Este segundo martírio aconteceu antes de se completar dez anos da morte de Estêvão. Tão logo foi designado governador da Judéia, Herodes Agripa, com o propósito de reconciliar-se com os judeus, suscitou intensa perseguição aos cristãos. No intuito de dar um golpe eficaz, lançou-se contra os seus dirigentes.Irão podemos deixar de mencionar o relato de um eminente escritor primitivo, Clemente de Alexandria. Conta-nos ele que, quando Tiago era conduzido ao lugar de seu martírio, seu acusador foi levado ao arrependimento e, caindo-lhe aos pés,pediu perdão e confessou-se cristão, decidindo ainda que o apóstolo não receberia sozinho a coroa do martírio. Juntos, foram decapitados. Assim, Tiago, o primeiro mártir apostólico, recebeu, decidido e bem disposto, aquele cálice que, afirmara ele ao nosso Salvador, estava pronto a beber. Timão e Pármenas sofreram o martírio na mesma época; o primeiro em F'ilipos, e o segundo em Macedônia. Estes acontecimentos ocorreram em 44 d.C.

FILIPE


Nasceu em Betsaida, Galiléia. Trabalhou diligentemente na Ásia Superior e sofreu o martírio em Heliópolis, na Frígia. Foi açoitado, lançado no cárcere, e depois crucificado em 54 d.C.

MATEUS


Era cobrador de impostos, nascido em Nazaré, Galiléia. Escreveu seu evangelho em hebraico, que depois foi traduzido para o grego por Tiago, o Menor. Os cenários de seu labor foram Pártia e Etiópia. Este último foi também cenário de seu martírio; foi assassinado com uma alabarda, na cidade de Nadaba, no ano 60 d.C.

TIAGO O MENOR


Alguns supõem que se tratava de um irmão de nosso Senhor, filho de José e de uma mulher que ele teve antes de Maria. Isto é muito duvidoso e concorda em demasia com a superstição católica de que Maria jamais teve outros filhos além de Jesus. Escolhido para supervisionar as igrejas de Jerusalém, foi o autor da epístola que lhe leva o nome. Aos 99 anos, foi espancado e apedrejado pelos judeus que, finalmente, abriram-lhe o crânio com um garrote.

MATIAS


Dele, sabe-se menos que da maioria dos discípulos. Foi escolhido para preencher a lacuna deixada por Judas. Sofreu apedrejamento em Jerusalém e em seguida foi decapitado.

ANDRÉ


Irmão de Pedro, pregou o Evangelho a muitas nações da Ásia. Ao chegar, porém, a Edesa, foi preso e crucificado. As extremidades de sua cruz foram fixadas transversalmente no solo. Daí a origem do nome Cruz de Santo André.

MARCOS


Filho de judeus, da tribo de Levi. Supõe-se que foi convertido ao cristianismo por Pedro, a quem serviu como amanuense, e, sob a sua supervisão, escreveu seu evangelho em grego. Marcos foi arrastado e despedaçado pela população de Alexandria, na grande solenidade do ídolo Serapis, tendo terminado sua vida terrena em mãos implacáveis.

PEDRO


Dentre muitos outros santos, o bem-aventurado apóstolo Pedro foi condenado à morte e crucificado em Roma, segundo escreveram alguns. Outros, contudo, não sem boas razões, duvidam disso. Hegespino conta que o povo, ao perceber que Nero procurava razões contra Pedro para matá-lo, rogou insistentemente ao apóstolo que fugisse da cidade. Persuadido pela insistência deles, Pedro dispôs-se a fugir. Ao chegar, porém, à porta, viu o Senhor Jesus Cristo que lhe vinha ao encontro. Adorando-o, Pedro indagou: "Senhor, para onde vais?" Ao que Ele respondeu: "Vou para ser de novo crucificado". Pedro, ao dar-se conta de que era de seu sofrimento que o Senhor falava, voltou à cidade. Jerônimo afirma que foi crucificado de cabeça para baixo, por petição própria, por julgar-se indigno de ser crucificado da mesma maneira que o seu Senhor.

PAULO


Outro que, por seu enorme e indescritível trabalho na promoção do Evangelho de Cristo, sofreu nessa primeira perseguição de Nero, foi o apóstolo Paulo. Conta Abdias que, quando se deliberou a respeito de sua execução, o imperador enviou dois de seus cavaleiros, Ferega e Partemio, para dar-lhe a notícia de que seria morto. Ao chegarem ao apóstolo, que instruía o povo, pediram-lhe que orasse por eles para que cressem. Paulo garantiu-lhes que creriam em breve e seriam batizados diante de seu túmulo. Logo vieram os soldados e o levaram ao lugar das execuções, onde, depois de haver orado, ofereceu o pescoço à espada.'

JUDAS


Escritor de uma das epístolas universais, era comumente chamado Tadeu. Foi crucificado em Edesa, em 72 d.C.

BARTOLOMEU


Pregou em vários países e, ao traduzir o evangelho de Mateus para um dos idiomas da Índia, propagou-o neste país. Por último, foi cruelmente açoitado e crucificado pelos conturbados idólatras.

TOMÉ


Chamado Dídimo, pregou o Evangelho em Partia e na Índia, onde, ao provocar a ira dos sacerdotes pagãos, morreu atravessado com uma lança.

LUCAS


Foi o autor do evangelho que leva o seu nome. Viajou com Paulo a vários países e supõe-se que tenha sido pendurado em uma oliveira pelos idólatras sacerdotes da Grécia.

SIMÃO


De sobrenome Zelote, pregou o Evangelho na Mauritânia, África, e até na Grã-Bretanha, onde foi crucificado em 74 d.C.

JOÃO


O "discípulo amado“ era irmão de Tiago, o Maior. As igrejas de Esmirna, Pérgamo, Sardes, Filadélfia, Laodicéia e Tiatira foram fundadas por ele. Enviado de Éfeso a Roma, conta-se que foi jogado num cadeirão de óleo fervente, de onde escapou milagrosamente, sem dano algum. Domiciano exilou-o na ilha de Patmos, onde escreveu o livro de Apocalipse. Nerva; o sucessor de Domiciano, libertou-o. Dentre todos os apóstolos, foi o único a ter morte natural.

BARNABÉ


Era de Chipre, porém de descendência judaica. Supõe-se que a sua morte tenha ocorrido por volta do ano 75 d.C.A despeito das continuas perseguições e dos severos castigos, a Igreja crescia sem parar. Estava profundamente arraigada na doutrina dos apóstolos e era abundantemente regada com o sangue dos mártires.
Nota do Revisor: De acordo com a maioria dos historiadores cristãos, Paulo foi retirado de um calabouço em Roma para a execução. Os versículos de 2 Timóteo 4.13,21, a última carta escrita por ele, dão-nos a entender isso, pois naquele lugar úmido o apóstolo sentia muito frio e aguardava receber sua capa antes do inverno.



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